ISA e dezenas de organizações e movimentos unem-se contra retrocessos ruralistas


Mais de 60 organizações, movimentos e redes ambientalistas, indígenas, indigenistas, do campo e de defesa dos direitos humanos decidiram se unir em um movimento de resistência contra as medidas do governo Temer e da bancada ruralista que violam direitos - especialmente de indígenas, trabalhadores rurais e agricultores familiares - e colocam em risco a proteção do meio ambiente. O ISA integra a articulação.

O grupo lança hoje uma carta pública, convocando outras entidades e a sociedade a aderirem ao movimento. Mais organizações e movimentos já estão se somando à iniciativa. Com atuação nacional e capilaridade em todas as regiões, promete atuar nas frentes parlamentar, jurídica e de engajamento social.

#Uneafroresiste: Ajude a financiar a luta contra o racismo, machismo e o genocídio através da educação popular!


O projeto

A Uneafro Brasil, núcleo de educação popular para negras, negros, jovens da periferia e classe trabalhadora realiza, há quase 10 anos, cursinhos populares pré-vestibulares, em espaços cedidos pela comunidade, por vários estados brasileiros, com professores voluntários e sem custo para as alunas e os alunos.

Do Catarse

As atividades não recebem nenhum tipo de ajuda do governo ou de grandes empresas para se manter e conta com o apoio da própria comunidade para fortalecer os espaços onde atua. Atualmente há 30 cursinhos comunitários em funcionamento em todo o Brasil.

No entanto, em 2017, o escritório central da Uneafro, que fica em São Paulo e que coordena os cursinhos, pode fechar por falta de recursos. Além disso, o sonho de criar um material didático próprio também pode ficar longe de se realizar por conta da falta de verba.

Mulheres são as mais afetadas pelas reformas trabalhista e da previdência


Por Débora Diniz*

São as mulheres as mais diretamente afetadas pela reforma da previdência e do trabalho. Devemos falar em aposentadas e trabalhadoras. Sabem por quê?

Porque somos nós a cuidar das crianças, da casa, dos velhos. Há prazer na maternagem e no cuidado da dependência, mas há também deveres que deveriam ser socialmente compartilhados e protegidos.

Para uma mulher cuidar das crianças é preciso que tenha segurança nos vínculos de trabalho, é preciso que os anos em que saia do mercado formal sejam reconhecidos como de trabalho de maternagem, que as múltiplas jornadas de trabalho sejam contadas para a diferença na idade de aposentadoria.

Erra quem diz que lutamos por direitos iguais e, agora, estaríamos reclamando privilégios.

Idade diferenciada ou tempo de contribuição diferenciada na aposentadoria não é tratar a previdência como instrumento de correção das desigualdades entre homens e mulheres: é proteger as famílias e as crianças. É falar de interesses coletivos.

Os que apodrecem


Movimentos indígenas protestam em Brasília, na última semana. JOÉDSON ALVES EFE

Por Eliane Brum*

Quanto mal o governo-9%-de-aprovação-Temer ainda pode fazer?

As flechas empunhadas pelos indígenas que ocuparam Brasília na semana passada podem indicar. É contra os mais vulneráveis, os que ninguém liga, os grandes outros do Brasil que as mãos corrompidas avançam sem a necessidade de disfarçar sequer no discurso. É desta aldeia chamada Funai que vem se arrancando peça por peça e talvez em breve o dia amanheça e já não existam sequer cadeiras. É ali que o pior de ontem é melhor do que o pior de hoje. E no amanhã a frase “nenhum direito a menos” pode deixar de fazer qualquer sentido porque já se foram todos. É com os índios que acontece primeiro. Desde 1500, como se sabe. Mas, não custa lembrar: “Índio é nós”.

Identidade de gênero e outros direitos urgentes da população trans aguardam aprovação no Brasil


Direito de transexuais mudarem seu gênero no registro civil sem a necessidade de realização de cirurgia de redesignação sexual estava na mesa do STF, mas julgamento foi adiado. Projetos de Lei não avançam no Legislativo

Por Vitória Régia da Silva*

Dandara Vital é travesti, vive no Rio de Janeiro e tem 36 anos – um a mais do que a expectativa de vida média de pessoas trans no Brasil, segundo levantamento do PNAD de 2013. Este ano, ela conseguiu na Justiça o direito de ter nome e sexo alterados no seu registro civil para refletir a identidade de gênero com a qual se identifica. Deu a “sorte”, em suas palavras, de seu processo ter caído nas mãos de um juiz que se sensibilizou com sua história de vida.

Nada será como antes


Apoteose da Greve Geral, no Largo da Batata, em São Paulo: 70 mil pessoas / Por Ricardo Stuckert

Cerca de 40 milhões de trabalhadores de braços cruzados; atos e manifestações em todos os estados do país e no Distrito Federal; transporte público, bancos e fábricas paradas; lojas fechadas; apoio das igrejas católica, evangélicas e de diversas entidades da sociedade civil. O Brasil viveu ontem a maior greve geral de sua história.

Num fato inédito, viram-se as principais centrais sindicais se unirem no chamamento à paralisação –unidade que foi uma das chaves a explicar o sucesso do movimento. Tão importante quanto isso foi a mobilização espontânea de coletivos formados em áreas onde o sindicalismo não alcança. Inúmeros relatos dão conta de atos e manifestações organizadas diretamente a partir da base, com destaque para regiões no Norte e Nordeste do país.

Sabatina da ONU vai denunciar falta de política sobre violência contra mulher


Foto: Segio Moraes/Reuters

O Brasil é denunciado nas Nações Unidas (ONU) por conta da violência contra a mulher e a entidade alerta que frear essa realidade é ainda um “desafio” ao País. Entidades apresentaram documentos à ONU alertando que 500 mil casos de estupros ou tentativas de estupros são registradas por ano no País, enquanto cerca de 5 mil mulheres são mortas.

Os dados foram transmitidos pela ONU a todos os governos que, no próximo dia 5 de maio, questionarão as políticas de direitos humanos no Brasil.Governos de todo o mundo são obrigados a passar por uma Revisão Periódica Universal, um mecanismo criado nas Nações Unidas para examinar todos os aspectos de direitos humanos nos países de forma regular.

IBASE: Nota de Apoio à Greve Geral do Dia 28/4


25 de abril de 2017

Fortalecer a democracia e a luta por direitos

O aprofundamento da crise política, econômica e social que o Brasil vem enfrentando, ocasionado pelo golpe parlamentar, midiático e judiciário, requer que novos passos sejam identificados na luta em defesa da democracia. No Brasil, os movimentos sociais, coletivos, grupos, organizações, ativistas e todo o campo democrático da sociedade têm oferecido resistência através de amplas manifestações contra as regressões de direitos, o avanço da onda conservadora e de violência em todo o país.

Greve Geral: Movimentos esperam parar o país nesta sexta-feira contra reformas de Temer


Foto: Mídia Ninja

Após as manifestações dos dias 8 e 15 de março, o Brasil deve ter a maior paralisação dos últimos trinta anos na próxima sexta-feira (28/04), de acordo com as centrais sindicais. A greve geral deve acontecer em protesto contra o Projeto de Terceirização aprovado na Câmara e também contra as Reformas Trabalhista e da Previdência em tramitação no Congresso Nacional. Ambas são propostas do presidente Michel Temer (PMDB) e aliados/as.

“A greve do dia 28 de abril será muito maior que o esquenta do dia 15 de março. Várias categorias vão parar e praticamente todos os movimentos sociais brasileiros estão envolvidos na preparação”, conta Flávio Jorge, diretor executivo da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), que integra a secretaria operativa da Frente Brasil Popular. Ele lembra que até mesmo a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está mobilizando para o dia 28.

Rede Mulher e Mídia lança nova página na web


Está no ar a nova versão do site da Rede Mulher e Mídia (RMM) – uma rede feminista formada por ativistas e profissionais, representantes de movimentos, veículos e/ou organizações ocupadas com as temáticas da comunicação e dos direitos das mulheres.

A Rede Mulher e Mídia surgiu a partir de um seminário sobre “O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia”,  organizado em março de 2009, em São Paulo, pelas participantes de uma iniciativa chamada Articulação Mulher e Mídia, e que teve como resultado uma proposta de atuação em rede. De lá para cá várias iniciativas foram tomadas, como a participação organizada coletivamente na I Conferência Nacional de Comunicação, a representação junto ao Ministério Público Federal em 2012 quando ocorreu o primeiro caso de estupro no programa Big Brother Brasil, denúncias diversas e pedidos de direito de resposta a veículos em razão de manifestações de violência sexista nos meios de radiodifusão, etc.

Fonte: Agência Patrícia Galvão