GT Infra denuncia edital para dragagem do Tapajós

O Grupo de Trabalho Infraestrutura e Justiça Socioambiental (GT Infra), do qual o Projeto Saúde e Alegria faz parte, divulgou divulgou em 5 de fevereiro uma nota técnica que critica o edital de dragagem no Rio Tapajós publicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Com valor estimado em R$ 74 milhões, o projeto avança sem licenciamento ambiental, sem estudos de impacto e sem consulta às comunidades tradicionais — violando direitos garantidos pela Convenção 169 da OIT. O edital é um dos motivos da ocupação da sede da Cargill em Santarém (PA), que completa duas semanas.

O Carbono de Guerra

Caetano Scannavino (*) -- 17-07-2025

Isentas de reporte, atividades militares não entram na conta de carbono, mas, se fossem um país, seriam o quarto maior emissor global. Desde o Protocolo de Kyoto, firmado em 1997, as emissões de gases de efeito estufa por rotinas militares e guerras seguem fora da conta de carbono, isentas da obrigatoriedade de reporte. Se houve algum avanço no Acordo de Paris de 2015, ele foi retórico, ao reconhecer o impacto do carbono militar, mas ainda sem exigir sua contabilização. Com quase nenhum país fazendo esse reporte, a falta de transparência é justificada sob o argumento da segurança nacional.

CMSI/WSIS+20: FGI/IGF tem mandato permanente

A CMSI+20 reafirma a governança multissetorial e um fórum de governança duradouro
Por Israel Rosas, Diretor de Parcerias e Desenvolvimento da Internet, Internet Society.
Fonte: Internet Society blog

Declaração da APC à Assembleia Geral da ONU na Reunião de Alto Nível da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI+20)

A Reunião de Alto Nível sobre a revisão geral da implementação dos resultados da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI+20) ocorreu na sede da ONU em Nova Iorque, nos dias 16 e 17 de dezembro de 2025. Esta é a declaração de Anriette Esterhuysen, am nome da Associação para o Progresso das Comunicações (APC), sobre o documento de resultados da CMSI+20. O documento de resultados em inglês e espanhol está em anexo.

Para além dos bloqueios: queremos mudanças no modelo brasileiro de Internet?

Os pedidos de bloqueio de IPs e nomes de domínio recebidos pelos provedores brasileiros chamam atenção não apenas pelo impacto operacional, mas pelo que revelam sobre o momento regulatório que vivemos. Essas solicitações expõem limitações técnicas conhecidas e, não raro, certo desconhecimento de como a arquitetura da Internet funciona. Não é possível bloquear URLs via DNS. Endereços IP são compartilhados por inúmeros serviços. Qualquer tentativa de filtragem na camada de rede, pensando em conteúdo, produz efeitos colaterais que ultrapassam em muito o alvo original. A Internet não foi construída para esse tipo de intervenção, e a infraestrutura de encaminhamento operada por ISPs e IXPs nunca foi o local adequado para isso. Essas iniciativas frequentemente confundem camadas da arquitetura, atribuindo ao DNS ou ao roteamento funções que não lhes pertencem.

COP das verdades: se Belém não resolveu, agendou

Verdades sejam ditas. Já sabíamos, mas Belém escancarou ainda mais o descaso das nações mais poderosas, que se dizem líderes da humanidade, com o futuro da própria.

Dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, vimos, na COP30, uma Europa enfraquecida, uma Rússia em guerra e a ausência do hoje negacionista Estados Unidos, maior poluidor do planeta junto com a China, que pouco quis avançar.

Infraestrutura de conectividade e corresponsabilidade dos atores

No dia 5 de dezembro, às 10h30, o CGI.br realizará um encontro multissetorial que propõe uma reflexão sobre a corresponsabilidade dos diferentes atores no desenvolvimento, manutenção e uso da Internet. A discussão, promovida pela Câmara de Universalização e Inclusão Digital e pela Câmara de Conteúdo e Bens Culturais, leva em conta a interdependência entre plataformas digitais, provedores de conexão, infraestrutura de telecomunicações e de rede, governos e usuários.

Aquecimento global: falácias e verdades

Esse início dos anos 2020 sepulta definitivamente as honestas, e também as não muito honestas, dúvidas que ainda subsistiam sobre a veracidade e consistência científica das teses e informações apontadas pelo IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, organismo vinculado à Organização Meteorológica Mundial e ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). É fato, observa-se nas últimas décadas uma comprovada persistência de aumento das temperaturas globais e é certo que a atividade humana no planeta inclui-se entre suas causas. Se ainda não sentidas, as conseqüências para a Humanidade desse fenômeno climático podem vir a ser, em um futuro não muito distante, catastróficas.

Nota da CDR contra a aprovação da urgência do PL 215/2015

A Coalizão Direitos na Rede vem a público manifestar sua profunda preocupação com a aprovação pela Câmara dos Deputados, em 12/11/2025, do regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei nº 215/2015, que propõe alterações no Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e ameaça princípios fundamentais que garantem a liberdade, a privacidade e a neutralidade da rede no Brasil.

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