Dados relevam falta de investimento em políticas públicas para LGBT no Brasil


O direito ao acesso à informação é um direito instrumental vital para a garantia de outros direitos humanos. No caso das pessoas LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersex), que são alvo de discriminação em todo o mundo, a existência de dados de qualidade e acessíveis sobre a violência a qual são submetidas é essencial para a formulação de políticas públicas que visem proteger seus direitos. Há uma antiga demanda dos movimentos sociais e da sociedade civil engajados na pauta para que se produzam e armazenem esses dados, a fim de visualizar com exatidão a dimensão da LGBTIfobia na atualidade.

Uma em cada duas jornalistas sofre violência de gênero no trabalho, revela FIJ


A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou na semana passada, um levantamento que demonstra que uma em cada duas mulheres jornalistas já sofreu assédio sexual, abuso psicológico, assédio online e outras formas de violência de gênero no ambiente de trabalho.

A pesquisa, que teve o testemunho de 400 mulheres, revelou que em 85% dos casos nenhuma ação foi tomada pelos veículos e agências, ou que as medidas eram inadequadas. A maioria das redações ou locais de trabalho nem sequer oferecem uma política para combater esse tipo de abuso ou fornecer um mecanismo para informar sobre eles.

O estudo apontou ainda que 48% das entrevistadas sofreram violência de gênero relacionada ao seu trabalho; 44% das entrevistadas sofreram assédio online. Entre as formas mais comuns de violência de gênero sofridas pelas jornalistas estão o abuso verbal (63%), o abuso psicológico (41%), o assédio sexual (37%) e a exploração econômica (21%). Quase 11% sofreram violência física; 45% dos infratores eram pessoas de fora do local de trabalho (fontes, políticos, leitores ou ouvintes); no entanto, 38% número expressivo, eram chefes ou superiores; 39% dos atacantes eram anônimos.

MTST ocupa Secretaria da Habitação e cobra respostas do governo Alckmin


Cerca de 900 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam ontem (6) a sede da Secretaria Estadual de Habitação de São Paulo, no centro da cidade. O objetivo da ação é cobrar respostas do governador Geraldo Alckmin sobre a inclusão das oito mil famílias da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, em programas habitacionais do estado.

O MTST exige que o governo de Alckmin cumpra o determinado pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP). Há dois meses, o tribunal adiou a ação de despejo das famílias que estão na ocupação de São Bernardo e exigiu uma nova tentativa de acordo entre o MTST, a MZM Construtora, proprietária da área, e os governos municipal, estadual e federal.

Segundo o MTST, depois da marcha de São Bernardo até o Palácio dos Bandeirantes, no dia 31 de outubro, foram realizadas quatro reuniões com o governo estadual, mas sem qualquer avanço. O ato também cobrou a regularização de terrenos ocupados para que possam ser destinados à moradia popular.

Fortalecer a comunicação, derrubar barreiras legislativas e aproximar OSC dos cidadãos são fundamentais para ampliar doações


Quais os desafios de doar no país? O que é preciso fazer para que mais brasileiros e brasileiras doem? Quais iniciativas nesse sentido têm conseguido bons resultados? Essas foram algumas questões que nortearam o debate online promovido pelo GIFE no Dia de Doar, como parte das iniciativas pré X Congresso do GIFE 2018, que terá como tema “Brasil, democracia e desenvolvimento sustentável”.

O debate contou com a presença de Nina Valentini, presidente do Instituto Arredondar; João Paulo Vergueiro, diretor da Associação Brasileira de Captadores de Recursos e articulador do Movimento Por Uma Cultura de Doação; Marcos Kisil, fundador do Instituto para o Desenvolvimento Social (IDIS); com mediação de Mariana Moraes, gerente de Comunicação do GIFE.

Já começou a IX edição da Feira da Reforma Agrária, patrimônio da cidade do Rio de Janeiro


Entre os dias 04, 05 e 06 de dezembro acontece a IX Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, no Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro. Este é um evento de exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar camponesa dos Assentamentos da Reforma Agrária realizado pelo Movimento Sem Terra – MST.

Durante os três dias serão comercializadas mais de 130 toneladas de alimentos, com variedades de produtos vindos de vários assentamentos da Reforma Agrária. A diversidade dos alimentos oferecidos surpreende os que passam pela Feira são diferentes tipos de arroz, feijão vermelho e de corda, frutas e polpas, legumes, verduras, suco de uva integral, produtos derivados de cana-de-açúcar (açúcar mascavo, melado, rapadura), ervas medicinais, fitoterápicos e fitocosméticos.

A feira terá a participação de assentados/as de todo o estado do Rio de Janeiro e suas cooperativas, associações e grupos coletivos. A estimativa é que cerca de 120 agricultores estejam presentes na feira divulgando suas produções in natura e industrializadas das cooperativas de Reforma Agrária de diversos estados do Brasil.

Aru, primeira revista de pesquisa intercultural da Bacia do Rio Negro, será lançada em Manaus


Revista Aru CapaSerá lançada no próximo dia 7 de dezembro, às 19 horas, na tradicional banca do Largo (Centro de Manaus), a revista semestral Aru. Produzida pelo Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), esse é o primeiro número da publicação semestral dedicada a divulgar pesquisas, ensaios, artigos, entrevistas, mapas e outros materiais produzidos neste ambiente de intercâmbio e pesquisas interculturais no noroeste da Amazônia.

ONU Mulheres e Federação Nacional dos Jornalistas fazem sensibilização de profissionais durante os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres


Jornalistas de todo o Brasil são convidadas e convidados a participar das ações dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que se iniciaram em 20 de novembro e continuarão até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em artigo publicado no site da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, a presidenta Maria José Braga, destaca a importância dessa mobilização, o papel da imprensa e a violência contra as jornalistas no exercício das atividades profissionais.

“Se não bastasse essa invisibilidade e negativa de acesso aos espaços de comando e tomada de decisões, as mulheres passam por situações como conviver com linguagem sexista em suas rotinas de trabalho. São piadas de cunho vexatórios, misóginos, racistas e muitas vezes a coação e as pressões geram instabilidade e problemas de saúde que não são relatados por vergonha ou medo de perder o trabalho, mesmo em ambiente precarizado”, afirma Maria José. Ela considera, ainda, que “a mídia tem papel fundamental nesta luta”.

Abong lança Guia sobre MROSC para Gestores/as Públicos/as


No escopo do projeto Sociedade Civil Construindo A Resistência Democrática, em parceria com suas associadas Camp, Cese e Cfemea, a Abong lança o MROSC NA PRÁTICA – Guia de Orientações para Gestoras e Gestores Públicos e para Organizações da Sociedade Civil, com o intuito de apoiar a regulamentação da Lei 13.019 nos estados e municípios brasileiros.

O material foi produzido no âmbito do “1º Seminário Nacional Organizações da Sociedade Civil e Defensoria Pública – Em diálogo com Gestoras e Gestores sobre a Lei 13.019/14 – MROSC”, que aconteceu em setembro, no Rio de Janeiro (RJ), e propõe auxiliar as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) a acompanharem o processo de implementação da Lei 13.019/14, que regula as relações de parceria das OSCs com União, estados e municípios – o chamado Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC).

Depois de sexualidade, Masp se volta à questão negra


Maria Auxiliadora da Silva, Velório da noiva, 1974 (MASP/Divulgação)

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) anunciou nesta quarta-feira a sua programação para 2018. Como nos anos anteriores, quando elegeu um eixo temático a ser seguido pelas exposições, em 2018 a instituição terá um único assunto que permeará suas mostras: as narrativas afro-atlânticas, como define a instituição. O tema foi escolhido por 2018 marcar os 130 anos da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão.

Organizações da sociedade civil denunciam falta de investimento em prevenção e tratamento do HIV no Brasil


O Dia Mundial de Luta Contra a Aids acontece no dia 1º de dezembro. A partir deste ano, o mês inteiro será dedicado ao combate e disseminação de informações sobre a prevenção do  HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Este é o objetivo da Lei 13.504/17, chamada de Dezembro Vermelho, sancionada pelo presidente Michel Temer no dia 07 de novembro.

A campanha terá foco na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/AIDS. As atividades serão desenvolvidas seguindo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando a sociedade civil organizada e entidades internacionais. Além disso, acontecerá a iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha, palestras e ações educativas, além de veiculação de campanhas de mídia.