O Xingu vem até você


Apaiyupe Waurá com o óculos da realidade virtual durante as filmagens na aldeialTadeu Jungle

Muita gente sonha em um dia conhecer uma aldeia indígena na Amazônia. Mas uma parcela grande dessas pessoas não consegue realizar o sonho, seja pela distância, custos ou outras restrições. Se esse for o seu caso, seus problemas acabaram (ou quase). A partir desta segunda-feira (29/5), Fogo na Floresta, um curta-metragem de 7 minutos, lançado pelo ISA no final de abril, no Festival Internacional de Documentários "É Tudo Verdade”, poderá ser visto em 360 graus via aplicativos disponíveis gratuitamente na Google Play Store e Apple Store, tanto em português quanto em inglês (Fire in the forest) e também no canal do ISA no YouTube, em português e em inglês. Através dele o espectador é transportado direto para o meio de uma aldeia do povo Waurá, no Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso.

ONU Mulheres apresenta projeto Cidade 50-50 na XX Marcha Nacional dos Municípios


Ao saudar a fundação do Movimento de Mulheres Municipalistas, da CNM, representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, frisou que 8 em cada 10 mulheres querem cidades mais igualitárias, conforme pesquisa Ibope/ONU Mulheres

O projeto Cidade 50-50: Todas e Todos pela Igualdade
foi apresentado pela ONU Mulheres Brasil na XX Marcha Nacional dos Municípios, na quarta-feira (17/5), em Brasília, durante o ato de fundação do Movimento de Mulheres Municipalistas (MMM).

Plano Popular de Emergência


A Frente Brasil Popular apresenta suas propostas para restabelecer a ordem constitucional democrática, defender a soberania nacional, enfrentar a crise econômica, reverter o desmonte do Estado e salvar as conquistas históricas do povo trabalhador.

A pré-condição das medidas aqui listadas é o fim do governo usurpador, originário do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, com a eleição direta de um novo chefe de Estado e o estabelecimento de um governo oriundo das forças políticas e sociais progressistas e democráticas.

Confira a circular da Frente com o calendário de lutas e a proposição do Plano Popular de Emergência

Mãe Beata de Iemanjá – ialorixá, escritora e ativista social – morre aos 86 anos


Foto Mãe Beata de IemanjáMorreu neste sábado a ialorixá, escritora e militante de Direitos Humanos Beatriz Moreira da Costa, a Mãe Beata de Iemanjá, aos 86 anos. A família não divulgou a causa da morte. No próximo dia 7, Mãe Beata iria receber a Medalha Tiradentes da Alerj, através de um projeto do deputado Marcelo Freixo (PSOL). O parlamentar disse que a cerimônia de entregada medalha vai ser mantida.

— Ela é um símbolo muito forte para a história da cidade, enquanto mulher e liderança religiosa. A gente quer aquilo que ela representou: o encontro da diferença, da superação. Que suas lições fiquem para um Rio melhor — assinalou Freixo.

Um Festival de pretos e o separatismo na cabeça de cada um


Faltando poucos dias para a primeira edição do Festival Afro Music, iniciativa de um punhado de pretos que optou por promover encontro formado por staff de pretos, com line up de Dj’s e música ao vivo composto por artistas também negros – já circula, nos bastidores, que será este um festival de cunho político separatista.

Não obstante tais declarações sejam conflituosas com a descrição do próprio ato, que em suas linhas explica que “O [evento] nasce da necessidade de reforçar tal protagonismo [do negro no som] por meio de manifestações musicais, além de apresentar novo panorama da música afro contemporânea e independente de SP, produzida ou, assinada por artistas pretos…]” – a boataria não parece ter surtido qualquer efeito junto ao corpo executivo da execução do festival.

Caso Herzog é julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos


A audiência pública do caso “Vladimir Herzog vs. Brasil”, que tramita na Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi realizada nesta quarta-feira, 24 de maio. O julgamento aconteceu na cidade de São José, na Costa Rica.

Parece a ditadura, afirma dirigente da CUT. Temer chama Exército


A manifestação das centrais sindicais e de movimentos populares em Brasília, contra as reformas do governo Temer e por eleições diretas, sofreu repressão policial, denunciada pelos sindicalistas, que ressaltam o caráter político da marcha realizada nesta quarta-feira (24). "Isso faz lembrar os piores tempo da ditadura", afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. "Mal a marcha chegou ao parlamento e já começou a ser reprimida com bombas em mulheres, crianças e trabalhadores que estão aqui só para defender seu direito de trabalhar livremente, tem seu direito trabalhista garantido, o acesso à Previdência. Mas se acham que vão nos intimidar, não vão. Vamos reconquistar a democracia neste país", acrescentou.

O presidente Michel Temer, via decreto, pediu convocação das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou a convocação de tropas federais para, segundo ele, "garantir a lei e a ordem". O governo evacuou os ministérios.

Em meio à grave crise política, Senado aprova mutilação de florestas no Pará


Em meio à maior crise política do governo Temer, o plenário do Senado aprovou, no início da noite de ontem (23), as Medidas Provisórias (MPs) 756/2016 e 758/2016 sem alterações em relação ao texto vindo da Câmara. Na prática, as duas medidas colocam à disposição de grileiros, desmatadores ilegais e garimpeiros 598 mil hectares – quatro vezes a cidade de São Paulo – de Unidades de Conservação (UCs), no sul do Pará.

CUT: se fizerem indiretas, faremos 'fora Maia', 'fora Cármen Lúcia' e greve


Representantes das centrais já estão em Brasília para a marcha que ocorrerá nesta quarta-feira, durante a qual esperam levar até 100 mil pessoas, aumentando a estimativa em relação à última sexta (80 mil). Na Câmara, onde participou de reuniões para discutir os preparativos do ato, o presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que não adianta tirar o presidente Michel Temer e convocar eleições indiretas. "Querem tirar um golpista e colocar outro para fazer a reforma trabalhista e da Previdência", denunciou.

Segundo ele, o movimento de amanhã é não apenas para pedir a saída de Temer, mas cobrar eleições diretas imediatamente. "Se fizer eleições indiretas, vai ter o 'Fora Maia', o 'Fora Cármen Lúcia', ou fora qualquer outro que não for eleito com o voto popular", disse Vagner, em entrevista coletiva com sindicalistas e integrantes de movimentos sociais, referindo-se aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal (STF), cotados como "presidenciáveis" em uma eleição restrita ao Congresso. "Credibilidade só se dá com eleição. Vamos ficar mobilizados até ter diretas já."

Meu primeiro abuso policial


#MeuPrimeiroAbusoPolicialO famoso “Mão na cabeça, vagabundo!” da primeira batida policial a gente nunca esquece. Assim como os minutos em que se tem uma arma mirada para a cabeça, às vezes com 11 ou 12 anos de idade, ficam na sua cabeça para sempre. MEU PRIMEIRO ABUSO POLICIAL é uma campanha da Revista Raça para debater a violência policial contra negros. Os minutos em que te revistam, que podem muitas vezes parecer horas, te marcarão para sempre.

O caso de Rafael Braga nos chama a atenção para uma realidade que os negros conhecem muito bem. Segundo uma pesquisa do Datafolha, 86% dos homens negros de São Paulo já foram parados pela polícia. Entre os mais jovens, a taxa pode chegar a 91%. Outra pesquisa recente realizada pela Universidade de São Carlos aponta que 61% das vítimas da polícia militar são negras, 97% são homens e 77% têm de 15 a 29 anos. A Polícia Militar de São Paulo é a que mais mata e tem cor: 79% dos policiais são brancos.