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O plataformicídio da Palestina (2021–2025)

Fonte: 7amleh -- Junho de 2026
O 7amleh, Centro Árabe para o Avanço das Mídias Sociais (uma ONG de defesa dos direitos digitais cuja missão é criar um espaço digital seguro, justo e livre para os palestinos), lançou uma nova publicação de pesquisa intitulada: “O Platformicídio da Palestina (2021–2025): Uma Análise Baseada em Dados da Aplicação de Políticas, Moderação e Comunicação da Meta” [original em inglês: ver/baixar].

Desenvolvida em parceria com o Dr. Fabio Cristiano da Universidade de Utrecht, a pesquisa analisa 3.520 casos submetidos ao Observatório Palestino de Violações dos Direitos Digitais (7or) entre 2021 e 2025, documentando padrões de censura e supressão que afetam o conteúdo palestino no Facebook e no Instagram.

As principais conclusões incluem:

  • O conteúdo palestino é frequentemente moderado de acordo com a política de Organizações e Indivíduos Perigosos (DOI) da Meta, incluindo conteúdo publicado por jornalistas, organizações de mídia, atores da sociedade civil, ativistas e usuários comuns.

  • Em quase 70% dos casos documentados, os usuários não foram claramente informados sobre qual política supostamente haviam violado.

  • Entre 2021 e 2025, quase metade dos 2.800 recursos apresentados pela 7amleh não recebeu resposta da Meta.

  • A pesquisa documenta uma crescente dependência de medidas de fiscalização menos visíveis, incluindo distribuição reduzida, filtragem de recomendações, shadowban, restrições de contas e limitações à transmissão ao vivo.

A pesquisa argumenta que essas práticas refletem um processo mais amplo de plataformicídio: o apagamento sistemático de usuários e conteúdo palestinos por meio da aplicação de políticas, fiscalização desproporcional, supressão algorítmica, restaurações tardias e comunicação inadequada.

Os resultados reforçam a necessidade de maior transparência, responsabilização e salvaguardas dos direitos humanos nos sistemas de moderação da Meta.

 

 

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