Infância interrompida: Estudo mostra que meninas negras são vistas como menos inocentes do que meninas brancas da mesma idade


“Meninas negras precisam de menos proteção, acolhimento, são mais independentes e sabem mais sobre sexo do que as meninas brancas”. Dados de uma pesquisa americana mostram que adultos veem meninas negras como menos inocentes e com mais características de adultos do que meninas brancas da mesma idade. O estudo foi realizado pelo The Georgetown Law Center on Poverty and Inequality, que estuda questões de pobreza e desigualdade e que somou ao estudo, questões como o estereótipo que cercam garotas e mulheres negras para analisar os resultados.

Foram entrevistados 325 adultos de várias etnias, escolaridade, residentes em várias regiões americanas, sendo 74% dos entrevistados pessoas brancas, 62% mulheres e 30% entre 25 e 34 anos de idade.

Unesp aprova uso de nome social por pessoas trans


A Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) aprovou na última quinta-feira, 29, o uso de nome social para transgêneros na instituição. Em nota, a universidade denominou a decisão como pioneira entre as universidades públicas paulistas.

Além de alunos e professores, a resolução inclui pós-docs, servidores temporários, visitantes e participantes de eventos. No entanto, a medida não permite a mudança do sobrenome “como o uso de algum nome famoso ou artístico, pois distorceria o princípio da lei que é a dignidade e o constrangimento do nome civil”.

A Unesp esclarece que, internamente, só o nome social será usado, mas em documentos para uso externo haverá tanto o nome social quanto o civil.

Daniela Cardozo Mourão, professora da Faculdade de Engenharia da Unesp de Guaratinguetá, avalia que a aprovação é um “grande marco para os direitos humanos na universidade”. “A implementação do nome social mostra que a Universidade não aceita a discriminação e que está atenta às minorias”, disse ao site da instituição.

Reforma trabalhista terá batalha final no plenário do Senado


Última etapa antes do plenário, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) sobre o projeto de lei (PLC 38) de "reforma" da legislação trabalhista, depois de quase 14 horas de sessão nesta quinta-feira, das 10h10 até pouco antes da meia-noite. Foram 16 votos a favor e 9 contra, com uma abstenção. Mesmo com Michel Temer denunciado pelo Ministério Público, o que foi constantemente lembrado durante a sessão, a base governista conseguiu ainda aprovar requerimento de urgência para o texto, que segue para o plenário (confira, ao final do texto, o voto de cada senador na CCJ).

Durante todo o dia, a oposição tentou ganhar tempo, depois de não conseguir adiar a votação. Seis senadores apresentaram votos em separado, cinco deles pela rejeição do PLC 38. Lasier Martins (PSD-RS) votou pela aprovação, mas com emendas. Mas o governo insistiu na estratégia de não considerar emendas, para evitar retorno à Câmara. Nas três comissões pelas quais o projeto passou (Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais e CCJ), foram quase 700.

Estupros aumentam 38% no estado de São Paulo em um ano


A cidade e o estado de São Paulo registraram queda no número de homicídios e aumento nos números de estupros, latrocínios e roubos de carga em maio deste ano comparado a maio de 2016, segundo dados da criminalidade divulgados na tarde desta segunda-feira (26) pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

Foram 225 casos de estupros na capital, número maior que os 184 de maio de 2016 (aumento de 22,3%). Já no estado foram 943 casos, contra 683 em maio do ano passado (aumento de 38%).

O número de vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte) subiu 50% na Capital (passando de 10 no ano passado para 15 neste ano) e 16,1% no estado (saltando de 31 para 33).

O roubo de cargas também registrou alta em maio: 31,8% na Capital e 37,2% no estado em relação a maio do ano passado.

O número de casos de homicídios registrou queda 29,7% em maio na capital e 5,1% no estado.

O número de vítimas de homicídio também teve redução na capital paulista com 14 vítimas a menos em maio de 2017 em relação ao mesmo mês de 2016, queda de 21,8%.

A “crise” da Previdência é mais uma balela


Foto Sato do Brasil 28/04/2017

por Cesar Locatelli

Abong e associadas lançam projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática


A Abong, em parceria com suas associadas CAMP, CESE e CFEMEA, vai realizar na próxima terça-feira (27/06), o lançamento do Projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática, cujo objetivo é apoiar processos de organização e articulação da sociedade civil brasileira, fortalecendo seu protagonismo na afirmação de direitos e da democracia.

Acesse aqui e aqui o convite e a programação da atividade respectivamente.

Empresas fazem pacto para acabar com estereótipos de mulheres na publicidade


Alguns dos maiores anunciantes do mundo uniram forças à ONU para banir estereótipos de gêneros de anúncios. O grupo, que inclui Facebook, Google, Mars, Microsoft e a gigante publicitária WPP, lançou a Unstereotype Alliance para combater “a generalizada prevalência de estereótipos que são frequentemente perpetuados por meio da publicidade”.

O objetivo é causar mudanças culturais positivas ao usar os anúncios para espalhar “retratos realistas e não tendenciosos sobre mulheres e homens”.

— Estereótipos refletem ideias com raízes profundas sobre feminilidade e masculinidade — destacou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, antes do evento inaugural do grupo em Cannes, marcado para esta quinta-feira.

Ela também comentou o impacto social dos anúncios.

— Concepções negativas, diminuídas de mulheres e meninas são uma das grandes barreiras para a igualdade de gênero, e nós precisamos atacar e mudar essas imagens onde quer que elas apareçam. A publicidade é um motor particularmente potente para mudar percepções e impactar normais sociais — completou a executiva.

PROGRESSO FEITO NÃO É O BASTANTE

Curso “Tudo que você precisa saber antes de escrever sobre ONGs” capacita jornalistas e estudantes


Pode não parecer, mas a imprensa e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) têm muito em comum. São dois atores fundamentais para a democracia, que praticam o controle social, fiscalizam e cobram o poder público. Aproximar estes dois setores tão importantes é um passo necessário para a construção de uma sociedade mais participativa e aberta.

Pensando nisso, o Observatório da Sociedade Civil lançou o curso “Tudo que você precisa saber antes de escrever sobre ONGs”. Como surge uma OSC? Qual sua função? Quem financia suas ações? Voltado para jornalistas, comunicadores/as e estudantes da área, o curso procura responder a essas e outras perguntas. Em linguagem simples e direta e procurando quebrar mitos e desfazer mal-entendidos, o curso oferece informações básicas para a compreensão do complexo universo das Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

O curso é permanente e interessados/as podem se inscrever a qualquer momento. Inscreva-se aqui.

Precisamos de desenvolvimento?


Por Guilherme Carvalho*

Na década de 1910 a economia da borracha na Amazônia vivenciou profunda crise por conta do plantio em larga escala promovido pelos ingleses na Ásia. O comércio e a incipiente indústria locais entraram em colapso. A borracha amazônica se tornou secundária e isto repercutiu pesadamente sobre as contas nacionais. Ao longo daquela década se instaurou um interessante debate sobre o futuro da economia e as alternativas para o desenvolvimento econômico da região. As elites se dividiam quanto ao que se deveria promover. Alguns defendiam que a crise era temporária e que o preço do produto voltaria a subir. Outros apostavam na pecuária, no café, na agricultura familiar, na mineração e por aí vai. Todavia, o governo paraense pouco podia fazer para reverter tal situação, sequer conseguia mobilizar forças policiais para combater os índios urubu que a partir do Maranhão avançavam sobre o território paraense, esta uma grande reivindicação das elites políticas àquela época. O desenvolvimento parecia ameaçado.