Vozes pelo aborto


Crédito: Brady HallDiana engravidou há 25 anos, quando estava prestes a ir à faculdade. Ela não planejava ter um filho. E não teve. “Tive a sorte de morar no estado de Nova York e 1973 foi o primeiro ano que o aborto tornou-se legal.” Jordan também realizou o procedimento anos atrás: “Naquela época, não sabia o que fazer comigo mesma, estava em um relacionamento tóxico, infeliz e sem dinheiro”. Carmela fez um aborto aos 21 anos e outro dois anos depois: “Hoje tenho dois filhos e posso cuidar deles porque os tive quando estava pronta”. Esses e outras centenas de depoimentos foram publicados em vídeos ou em relatos escritos no site Shout Your Abortion, projeto norte-americano que tem como objetivo romper o silêncio e o preconceito que cerca o aborto. “Discutia sempre sobre direitos reprodutivos com mulheres à minha volta, mas raramente falávamos sobre nossas experiências com o aborto”, lembra Amelia Bonow, criadora do SYA, à Tpm.

Redução de Jamanxim subsidiará grileiros em mais de meio bilhão


A redução da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, seguindo as regras da recém-sancionada MP da regularização fundiária (759), vai oferecer a um subsídio de até R$ 605 milhões aos produtores rurais, além de grileiros, que hoje ocupam ilegalmente a área pública da Amazônia, revela cálculo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon.

Para chegar a esse valor, os pesquisadores Paulo Barreto e Elis Araújo, do Imazon, consideraram como base o valor de mercado de um hectare na cidade de Novo Progresso, no Pará: cerca de R$ 1.800. O número foi comparado com a tabela de valor de propriedade do Incra, que segundo a MP deve ser usada como referência para a venda: R$ 672 o hectare naquele mesmo município. A MP, no entanto, impõe que o governo receba entre 10% e 50% do valor dessa tabela, o que significa que o hectare sairá pelo valor mínimo de R$ 67 e pelo valor máximo de R$ 336. Considerando o preço de R$ 1.800, a regularização fundiária poderá ser feita por até 3,72% deste valor.

“Mandar nude não é crime; divulgar fotos sem consenso é”, diz promotora


Após uma suposta traição de Blac Chyna, sua ex-mulher, Rob Kardashian (irmão de Kim e Kylie Jenner) resolveu se vingar e divulgou fotos dela nua e foi banido pelo Instagram. No Brasil, o famoso “revenge porn” (pornografia de vingança, em português) está enquadrado na categoria de crime contra honra. A prática de expor as ex-parceiras com o intuito de destruir a imagem dessas mulheres demonstra o machismo enraizado na sociedade. Então, como é possível se defender desse abuso que vem de alguém em que você confiava e causa danos físicos, emocionais e até patrimoniais?

Michel Temer sanciona 'MP da Grilagem'


O presidente Michel Temer sancionou, na tarde de ontem (11/7), a Medida Provisória (MP) 759/2016, que prevê a regularização fundiária de áreas urbanas e rurais e também altera a legislação da reforma agrária.

A norma foi sancionada sob a alcunha de Programa Nacional de Regularização Fundiária, mas ficou conhecida como “MP da grilagem” por permitir a legalização massiva de áreas públicas invadidas, abrindo caminho ao agravamento do desmatamento e dos conflitos de terras, principalmente na Amazônia (leia mais). Ela ainda retira exigências ambientais para a regularização fundiária, o que também deverá estimular o desflorestamento (leia aqui).

O Julho Negro 2017 terá ações do dia 17 a 21 de julho


O Julho Negro é uma articulação protagonizada pelos movimentos de Mães e Familiares Vítimas do Estado Brasileiro: Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência, Mães de Maio de SP, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos,Mães Vítimas da Chacina da Baixada com a adesão e apoio  do Fala Akari, Coletivo Papo Reto , União Social dos(as) imigrantes Haitianos(as),Fórum de Juventudes RJ ,Movimento Moleque, Comitê Nacional Palestino – BDS, Ação Direta em Educação Popular – Mangueira,Fórum Grita Baixada e Centro dos Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu com o movimento/campanha dos Estados Unidos da América Black Lives Matter(Vidas Negras importam), que desde o ano passado vem estabelecendo um diálogo e ações entre Brasil – EUA sobre Militarização e Racismo


Do Facebook

O Julho Negro na sua edição 2017 terá ações do dia 17 a 21 de julho.Nesse ano estamos ampliando a articulação Internacional de luta contra o racismo e militarização das vidas com a participação de mães e familiares vítimas da Palestina, do México e da Associação de Haitianos do Brasil.

Brasil esquenta banco no G20


Foto: Denzel JescoPor Manoel Ramires

Liberdade de aprender


Por Rosana Leite*

Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular chega a sua segunda edição em julho


Concebida com o objetivo de pensar o campo de direitos na atualidade, a Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular se encontra diante de um desafio ainda maior em 2017. Afinal, o cenário que se desenha para esse ano é de continuidade do processo de acirramento de graves violações de direitos.

É nesse contexto que a educação popular desponta com seu potencial de reinvenção social que, imerso no contexto das lutas populares, é condição para construção da ação política no combate às desigualdades.

Como resultado dessa reflexão, a Ação Educativa retoma e amplia a frente de entidades e movimentos que construiu a primeira edição do encontro e chega em julho com uma proposta ainda mais plural de atividades e oficinas durante os cinco dias de programação.

Já na mesa de abertura, o debate que pretende abordar os panoramas nacional e internacional da luta por direitos humanos contará com a presença da diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, do presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Darci Frigo e de Carmem Silva (a confirmar), liderança da Frente de Luta por Moradia.