Consulta Nacional: “Um Fórum Mundial na Bahia”


conviteO Coletivo Baiano do Fórum Social Mundial convida os movimentos sociais e organizações da sociedade civil para debaterem e avaliarem as condições políticas para a construção de um Fórum de caráter mundial em Salvador no ano que vem. A plenária está marcada para dia 25 de março, próximo sábado, em São Paulo.

O Fórum Social Mundial (FSM), uma iniciativa da sociedade civil, é um encontro democrático que procura incentivar os debates e o aprofundamento da reflexão coletiva, a formulação de propostas alternativas, a troca de experiências e a constituição de coalizões e de redes entre os movimentos sociais, as organizações baseadas em comunidades (OBCs), as organizações não governamentais (ONGs) e outras organizações da sociedade civil (OSCs) que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital.

RFI: ONGs responsabilizam Burger King pela destruição do cerrado brasileiro


Por Daniella Franco, 15-3-2017, RFI

Além de prejudicar a própria saúde, você sabia que ao consumir fast food, você pode também prejudicar o meio ambiente e contribuir para a destruição das florestas? Esse é o alerta feito pelas ONGs Mighty Earth e Rainforest Foundation da Noruega. Elas publicaram um relatório neste mês que mira na segunda maior cadeia de hambúrgueres do mundo, a Burger King.

Violências invisíveis: dados sobre a violência contra a mulher negra, por Mafoane Odara e Samira Bueno


12 milhões de mulheres sofreram algum tipo de ofensa verbal em 2016. 5,2 milhões foram assediadas e humilhadas publicamente no transporte público. 4,4 milhões sofreram uma violência física como tapa, chute ou soco. 1,4 milhões foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento. Em 61% dos casos por conhecidos. Em 52% dos episódios nós, mulheres, não fizemos nada.

Estes dados, revelados na semana que marca a luta das mulheres pela equidade de gênero, fazem parte da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto DataFolha com o apoio do Instituto Avon e do Governo do Canadá.

Se a desigualdade de gênero e a gramática extremamente violenta que permeiam as relações sociais no Brasil já não fossem uma mistura extremamente perversa que marca o cotidiano das mulheres, este quadro é agravado por uma variável fundamental para compreendermos os altos índices de violência contra a mulher hoje: o racismo.

Carne Fraca é mais um entre tantos outros ataques à segurança alimentar


O esquema fraudulento denunciado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, na última sexta-feira (17), abalou a opinião pública, obrigou integrantes do governo de Michel Temer (PMDB) a se reunir com a diplomacia de países importadores da carne brasileira e arranhou a imagem dos grupos JBS e BRF. Segundo a PF do Paraná, a mesma que conduz com estardalhaço a Lava Jato, essas empresas vendem carne imprópria para o consumo, adulterada com produtos químicos nocivos à saúde. No entanto, o episódio está longe de ser o único ataque à segurança alimentar. 

Na avaliação da professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Suzi Barletto Cavalli, a segurança alimentar não está no cerne da preocupação desse esquema perverso de propinas e apadrinhamento que sempre envolveu a fiscalização sanitária nas esferas municipal, estadual e federal. Tampouco que essas fraudes estejam limitadas à cadeia das carnes.

Curso Racismo e Seus Afetos, com a escritora Ana Maria Gonçalves


Ana Maria GonçalvesTomando como ponto de partida a frase “Teoria é bom, mas não impede as coisas de existirem”, do médico francês Jean-Marie Charcot, grande influenciador de Freud, a escritora propõe uma reflexão sobre o racismo como reserva de patrimônio biológico e sintoma social; como drama individual e drama coletivo, que norteia não apenas as relações brancos x negros, mas também brancos x brancos e negros x negros; como fator de segregação e de fraternidade, levando em conta suas consequências reais sobre emoções a sentimentos.

Entidades lançam #ChegaDeAgrotóxicos para pressionar a redução do uso de venenos


Organizações da área de saúde, meio ambiente, produção agrícola sustentável e de promoção dos direitos humanos lançaram a plataforma online #ChegaDeAgrotóxicos. Em forma de petição online, tem como objetivo mobilizar a sociedade pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 6.670/2016, que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara).

O PL foi criado a partir de um documento apresentado em novembro passado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e o Greenpeace como alternativa ao Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), criado em 2014, porém nunca implementado.

Entidades brasileiras discutem trajetória e rumos das negociações sobre o acordo do Princípio 10


Nesta quarta-feira (15), acontece em Brasília o painel “Direitos de Acesso à Informação, à Justiça e à Participação em Meio Ambiente”, que irá discutir os principais pontos relativos às negociações sobre a implantação de um acordo do Princípio 10 na América Latina e Caribe. O evento, que conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), acontece na Escola Superior de Administração Fazendária a partir das 9h e faz parte da Semana de Ouvidoria e Acesso à Informação, promovida pela CGU. Quem quiser participar precisa apenas preencher um formulário.

Representantes de diversas entidades brasileiras que têm acompanhado o processo, como a Artigo 19, o Imaflora, a Fundação Esquel e a WRI Brasil, farão exposições e debaterão a trajetória das negociações até aqui e seus rumos. Também estão confirmados no evento representantes dos Ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente.

75% da população quer prioridade para políticas de promoção da igualdade de gênero nas cidades


Realizada no contexto da Agenda Cidades 50-50: Todas e todos pela igualdade, a pesquisa apresenta informações estratégicas sobre a importância das políticas públicas municipais para a promoção da igualdade de gênero. Os resultados indicam o nível de prioridade que os atuais prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras devem conferir a diversas áreas avaliadas em nível macro e a partir de questões específicas.

O estudo mostra que 75% dos brasileiros e brasileiras consideram de grande ou extrema importância que gestores, gestoras, legisladores e legisladoras desenvolvam políticas de promoção da igualdade entre mulheres e homens. Considerando-se apenas as mulheres, esse número cresce para 78%, enquanto que entre os homens é de 71%.

Professores/as, metroviários/as e motoristas de ônibus param neste 15 de março


Foto: Paulo Pinto / Agência PT

Diversas centrais sindicais convocaram paralisação para esta quarta-feira (15) em diversos Estados contra as recentes reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB). Algumas das mudanças previstas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 – da Reforma da Previdência –, em tramitação na Câmara desde o fim do ano passado, são a idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e também mulheres e contribuição por 49 anos para recebimento do benefício integral.

A Reforma Trabalhista é outra pauta que não dialoga com os movimentos sociais, sindicalistas e sociedade civil. Mudanças como a jornada máxima de trabalho, tempo de intervalo e flexibilidade nas negociações entre patrões/patroas e empregados/as estão na proposta apresentada pelo Ministério do Trabalho.

Vídeo explica as ameaças da reforma da Previdência


Em vídeo produzido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) para a Frente Povo Sem Medo, o ator Wagner Moura narra as ameaças aos direitos dos trabalhadores contidas na reforma da Previdência proposta pelo governo Temer e que tramita atualmente no Congresso Nacional. Idade mínima de 65 anos, igualando homens e mulheres, e os 49 anos de contribuição exigidos para ter acesso à aposentadoria integral são os pontos principais criticados no vídeo, também veiculado pelo Seu Jornal, da TVT. 

"Querem aprovar a idade mínima para aposentadoria aos 65, isso num país onde muitos morrem antes disso. A expectativa de vida em várias regiões do norte e nordeste está abaixo de 65 anos. Nas periferias das grandes cidades, também. Em São Paulo, por exemplo, bairros como Capão Redondo, São Mateus, Grajaú e tantos outros têm média de vida menor que 65 anos. Assim vão transformar o INSS numa funerária. As pessoas vão se aposentar no caixão", descreve o vídeo. Ele lembra ainda que o presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos, ganhando mais de R$ 30 mil.