Alto Comissário para Refugiados alerta sobre riscos e ameaças de deslocamentos devido a mudanças climáticas


O Alto Comissário para Refugiados, António Guterres, alertou hoje o Conselho de Segurança da ONU sobre a crescente ameaça à segurança e à paz internacional resultante das mudanças climáticas e de sua interação com outros fatores de deslocamento massivo. Falando em Nova York aos membros do Conselho, Guterres disse que as mudanças climáticas estavam intensificando tanto a escala quanto a complexidade do deslocamento global. Ele também alertou sobre os riscos de se tratar as mudanças climáticas de maneira isolada, sem relacioná-las às grandes tendências globais, como crescimento populacional, urbanização, escassez de água e aumento da insegurança alimentar e energética.

Petróleo: questão a aprofundar


Precisava acontecer um acidente, como este da Chevron na Bacia de Campos, para que ao menos um alerta surgisse no atual debate brasileiro sobre petróleo. Estamos totalmente voltados a discutir volume de produção desta atividade extrativista e possíveis rendas futuras, especialmente royalties, quando a questão que realmente importa é outra: as enormes ameaças que também estão associadas ao petróleo. Este é um debate público, até aqui, praticamente inexistente.

Agrotóxicos são a segunda maior fonte de contaminação da água


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no último dia 19 de outubro, um estudo sobre o saneamento básico no país. Nele, um fato soa um tanto quanto curioso: constata que os resíduos de agrotóxicos são a segunda principal fonte de contaminação das águas brasileiras, atrás apenas do esgoto sanitário. A análise apresenta ainda que, com 6,24%, os agrotóxicos ficaram a frente dos despejos industriais e da atividade mineradora como origens de contaminação. O uso indiscriminado dessas substâncias acaba afetando tanto a vida quanto a saúde da população.

Banco Mundial lança e-atlas de gênero


atlas generoO novo e-Atlas de Gênero do Banco Mundial, faz parte de de um conjunto de atlas eletrônicos interativos, que permitem que os/as usuários/as visualizem mapas e gráficos com dezenas de indicadores de gênero - com comparações ao longo do tempo e entre países. A ferramenta também permite ver estatísticas dos países em suas várias dimensões de promoção de bem-estar social e empoderamento, através de buscas por palavras-chave. Quando o indicador é selecionado, um mapa do mundo é exibido, mostrando os últimos dados para mais de 200 países.

Estereótipos neocoloniais


Bandeira portugal gayBrasileiros, cabo-verdianos e ucranianos são as três maiores comunidades migratórias em Portugal. Nos espaços de sociabilidade LGBT, no entanto, os imigrantes brasileiros são os que têm maior visibilidade, segundo constatou o pesquisador português Paulo Jorge Vieira (Centro de Estudos Geográficos / Universidade de Lisboa).

 

 

 

Cimi lança relatório específico sobre as violências contra os povos indígenas em Mato Grosso do Sul


Num período de oito anos, ao menos 250 indígenas foram assassinados somente no estado. Produzido e publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o relatório analisa dados de violência coletados nos últimos oito anos. Através de artigos especializados, aprofunda as causas, consequências e caminhos para uma das realidades indígenas mais violentas do mundo – conforme palavras da vice-procuradora geral da República, Deborah Duprat, em artigo reproduzido.

ACTA: informe-se e aja


Por ocasião do Fórum da Cultura Livre, realizado em Barcelona, a Quadrature du Net divulgou três filmes com intuito de informar e pedir aos cidadãos que adotem medidas conta ACTA, o Acordo Comercial Anticontrafacção. O acordo é uma ameaça às liberdades fundamentais dos usuários da Internet. Em breve, o Parlamento Europeu vai decidir se deve ou não dar consentimento ao ACTA, ou se irá rejeitá-lo de uma vez por todas. Cada cidadão pode ajudar a derrotar definitivamente o ACTA difundindo esses vídeos pela internet e solicitando a seus conterrâneos a mobilizar e contatar seus representantes eleitos.

O joio e o trigo no mundo das ONGs


 As recentes notícias sobre desvios de recursos públicos envolvendo ONGs convidam a opinião pública a conhecer melhor estas organizações e suas motivações. Entre as mais de 300 mil ONGs existentes no país existem algumas que foram criadas para servir a interesses particulares e que se beneficiam da ausência de um claro marco regulatório que balize a atuação das ONGs para agirem a serviço de interesses privados. O guarda-chuva difuso do termo não-governamental abriga interesses diversos e muitas vezes contraditórios e opostos. Tudo que não é governo nem empresa pode ser uma ONG. Assim como no mundo empresarial e governamental também no mundo das ONGs existem perfis e interesses heterogêneos.

Em carta aberta à Presidenta, entidades expressam preocupação com denúncias sobre irregularidades em convênios


As entidades que firmam esta carta compõem o Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, cuja agenda foi apresentada a Vossa Excelência em 2010, quanto ainda candidata, e à qual respondeu por meio de Carta às Organizações da Sociedade Civil. Nesse documento, em que reconheceu a legitimidade de nossas propostas, Vossa Excelência afirmou que o governo deveria pautar-se por “uma relação democrática, respeitosa e transparente com as organizações da sociedade civil, compreendendo seu papel fundamental na construção, gestão, execução e controle social das políticas públicas”. Declarou que “a Plataforma ...

"O Brasil ainda não abriu os arquivos da Guerra do Paraguai"


Em entrevista à Carta Maior, o jornalista argentino Horacio Verbitsky, um dos maiores conhecedores dos sistemas repressivos na América Latina, analisa o peso dos arquivos na busca da verdade e da justiça, detalha o funcionamento da 'multinacional do crime' que foi a Operação Condor e destaca as particularidades que fazem do Brasil um país que ainda guarda documentos secretos sobre a ação dos militares nos anos de chumbo. "O Brasil é o caso mais extremo no Cone Sul, ainda mantém em segredo os arquivos da Guerra do Paraguai". Por Eduardo Febbro, correspondente da Carta Maior em Paris.