Acontece

Desigualdade social é entrave para inclusão digital


Cerca de 3,5 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, com idade entre 9 e 17 anos, isto é, em idade escolar, nunca acessaram a internet em suas vidas e, em 2015, cerca de 6 milhões não estavam conectados à rede – 20% da população dessa faixa etária.

Os dados são da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2015, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) com a finalidade de investigar o acesso e uso das TIC (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) entre os jovens do País.

O levantamento apontou a desigualdade socioeconômica como um entrave para a inclusão digital. No Brasil, enquanto 97% dos jovens da classe AB são usuários de Internet e 85% da classe C, apenas 51% das crianças e adolescentes da classe DE têm acesso à rede.

Morre Rosane Kaingang, importante líder indígena do Sul do Brasil


Rosane Kaingang | Edison Bueno - FunaiMorreu, anteontem (16/10), em Brasília, Rosane Mattos Kaingang, 54 anos, uma das principais líderes indígenas do Sul do País. Ela estava internada no Hospital Universitário (HUB) e lutava, há cerca de três anos, contra um câncer.

Rosane pertencia à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e à Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul). Recentemente, foi uma das responsáveis por uma missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que investigou as condições de vida e violações aos direitos das populações indígenas do Sul do Brasil.

Ministério Público do Rio cria grupo para combater feminicídio


O Ministério Público do Rio de Janeiro anunciou a criação do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres (Gecohm) com o objetivo de reduzir a violência de gênero no estado do Rio de Janeiro. Uma das metas é mapear os crimes que se enquadrem em feminicídio – homicídio de mulheres praticado motivado por questão de gênero.

A iniciativa foi proposta pelo Centro de Apoio Operacional da Violência Doméstica do Ministério Público (CAO) e tem como objetivo cumprir a meta de reduzir o crime de feminicídio, conforme estabelece a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). A metodologia foi aprovada em março deste ano pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Em uma primeira etapa, o grupo vai concentrar esforços na resolução de homicídios de mulheres. De acordo com a coordenadora do CAO, a promotora de Justiça Lúcia Iloízio, a criação do grupo vai otimizar a atuação do MPRJ nos casos.

Primavera secundarista leva 5 mil manifestantes às ruas de Curitiba


Foto: Leandro Taques/Brasil de Fato“Caras pintadas”, cartazes, faixas, bandeiras e uma diversidade de músicas e palavras de ordem ressoaram no centro de Curitiba na tarde desse domingo (9), em manifestação contra a reforma do ensino médio, propostas a toque de caixa pelo governo Michel Temer (PMDB) via Medida Provisória. Cerca de 5 mil pessoas participaram do protesto, segundo estimativa dos organizadores.

O ato começou às 15h na praça Santos Andrade, seguiu em marcha pela Avenida Marechal Deodoro até a rua Visconde de Nacar, depois passou pela rua Vicente Machado sentido Boca Maldita, onde terminou, por volta das 18h30. A articulação CWB Contra Temer mobilizou a ação via redes sociais e, durante a manifestação, diferentes movimentos, grêmios estudantis e organizações estiveram à frente da animação da marcha.

Nota de pesar e solidariedade


Rômulo Mello - foto por Fábio PozzebomO Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lamenta a morte de seu presidente, Rômulo José Fernandes Barreto Mello, nesta segunda-feira (10), e presta solidariedade a seus familiares. Paraense, Rômulo tinha 58 anos e deixa mulher e três filhos. Ele foi vítima de um infarto.

Rômulo Mello foi o primeiro presidente efetivo do Instituto, sendo um dos principais responsáveis pela consolidação do órgão. Desde junho, ocupava o cargo pela segunda vez. Servidor de carreira do serviço público, Rômulo desempenhou, desde cedo, várias funções no governo federal na área do meio ambiente.

Graduado em Engenharia Agronômica pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, com especializações em Heveicultura e Gestão de Centros de Pesquisa, iniciou suas atividades profissionais em 1982, na extinta Superintendência da Borracha.

Em depoimentos, OEA recebe denúncias de aumento da violência contra mulheres negras


Mulheres negras que sofreram diversos tipos de violência relataram à Organização dos Estados Americanos (OEA), durante audiência pública na capital paulista, casos nos quais foram vítimas. Os depoimentos foram colhidos pela relatora de Direitos de Afrodescendentes e Mulheres da OEA, Margarette Macaulay, que veio ao Brasil conhecer essa realidade e receber também o dossiê sobre a violência sofrida por mulheres negras no Brasil das mãos de ativistas das organizações Geledés e Criola.

No Brasil, os assassinatos de mulheres brancas tiveram redução de 9,3% em dez anos (2002 a 2013), enquanto os assassinatos de mulheres negras tiveram um aumento de 54,2% no mesmo período, segundo dados do dossiê, que é uma compilação de dados oficiais do país.

“O dossiê é resultado de um relatório que nós apresentamos para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA denunciando as violações, as violências sofridas pelas mulheres negras brasileiras”, contou Nilza Iraci, do Geledés.

Encontro Internacional sobre Liberdade de Expressão e Concentração da Mídia na América Latina


O Observatório Latino-Americano de Regulação, Mídia e Convergência (OBSERVACOM), com a colaboração do Colégio de Jornalistas do Chile organiza a Conferência Internacional sobre a Liberdade de Expressão e Concentração de Mídia na América Latina, que terá lugar no dia 5 de outubro, no Teatro Camilo Henriquez em Santiago do Chile.

Transenem: o cursinho de BH que está colocando trans e travestis na universidade


Com 35 anos, Raul Capistrano já tinha deixado de frequentar qualquer lugar onde seu nome de registro fosse mencionado – até que se tornou aluno de Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nathan Neubaner, de 20 anos, terminou o ensino médio em 2013, mas decidiu esperar a transição de gênero antes de prestar o exame para Engenharia. Após trabalhar como cabeleireira por 32 anos, Kéia Brandão decidiu, aos 51 anos, estudar Química na universidade.

A história dos três tem um ponto em comum: para alcançar seus sonhos, fizeram – ou estão fazendo – aulas no Transenem, cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Belo Horizonte voltado para pessoas trans e travestis.

O projeto surgiu em agosto de 2015, com aulas apenas aos sábados, por iniciativa de Ana Isabel Lemos, assistente social, e de Adriana Valle, advogada trabalhista.

Logo na primeira tentativa, menos de três meses depois, o grupo conseguiu três aprovações entre 12 alunos. Hoje, Raul estuda Filosofia na UFMG, Nathan frequenta Engenharia Ambiental no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas e Sofia cursa Biblioteconomia na UFMG.

ONU Mulheres e parceiros lançam plataforma digital para igualdade de gênero nas eleições de 2016


Uma sociedade só pode ser chamada de democrática com participação igualitária entre homens e mulheres. Com o objetivo de trazer este princípio para as eleições municipais de outubro deste ano, ONU Mulheres, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Patrícia Galvão e o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades da Universidade de Brasília (Demodê/UnB) lançam hoje, às 10h, na Casa da ONU, em Brasília, a plataforma online “Cidade 50-50: Todas e Todos pela Igualdade”.

Logos

Por meio da plataforma digital, candidatas e candidatos dos 5.568 municípios brasileiros poderão se cadastrar e assumir, publicamente, compromissos com a promoção dos direitos das mulheres, durante a campanha eleitoral.

As eleitoras e os eleitores, por sua vez, ao acessarem a plataforma digital, também terão condições de identificar as propostas de suas candidatas e candidatos para este tema e, depois, cobrar a realização destes compromissos, caso sejam eleitas e eleitos.

Projeto diminui impactos do desmatamento incentivando pequenos agricultores a plantar


Logomarca Projeto AraucáriaO Projeto Araucária é uma estratégia para minimizar os efeitos do desmatamento e das mudanças climáticas por meio do plantio de árvores, recuperação de áreas degradadas e conservação de florestas. Criado em 2013, depois de dois anos de existência sua atuação se tornou mais abrangente: além da conservação e recuperação de florestas, também promove a valorização dos/as pequenos/as agricultores/as e o envolvimento familiar – através de seminários, visitas e reuniões.

A experiência faz parte do Banco de Práticas Alternativas, iniciativa da Abong e do Iser Assessoria que busca dar visibilidade a projetos práticas que apontem para um novo modo de viver que conjugue justiça social, radicalização da democracia e a convivência harmoniosa com o meio ambiente.